Tomba o dia e minh'alma assim tão triste,
De redolências toda se reveste,
Onde cantando pássaros já viste
Na tumulária sombra de um cipreste.
Naquele ermo antigo que tu vieste,
Ó de outrora fantasma que sorriste,
Tantas lembranças tantas que trouxeste,
Pelos caminhos flores esparziste.
Dama cruel, a bruma soledade,
Que me cobriste os passos por um adro,
Tens o langor de pálida saudade...
Olhando o céu nas trilhas merencórias:
Cada poente que surge é como um quadro
Sob um jazigo de íntimas memórias.
Thiago Rodrigues
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Autor:
Thiago R (
Offline) - Publicado: 19 de abril de 2026 21:48
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Comentários1
Cada poente que surge é como um quadro
Sob um jazigo de íntimas memórias.
Lindo demais ler..
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