Thiago R

PÁLIDA SAUDADE

Tomba o dia e minh\'alma assim tão triste,

De redolências toda se reveste,

Onde cantando pássaros já viste 

Na tumulária sombra de um cipreste.

 

Naquele ermo antigo que tu vieste,

Ó de outrora fantasma que sorriste,

Tantas lembranças tantas que trouxeste,

Pelos caminhos flores esparziste.

 

Dama cruel, a bruma soledade,

Que me cobriste os passos por um adro,

Tens o langor de pálida saudade...

 

Olhando o céu nas trilhas merencórias:

Cada poente que surge é como um quadro 

Sob um jazigo de íntimas memórias.

 

Thiago Rodrigues