Explodiu, sem sons,
A vida, embrião de morte,
Predeterminada
A explodir do nada.
Era Deus ou é?...
Ou somos ateus natimortos
Professos em fé?...
Explodiu o Nada.
Para onde?
Até o fim inexistente
Recriado a cada instante infinito,
Infinitamente no fim das dimensões?...
Nós, órfãos de Deus,
- Que já morreu ou não nasceu...? -
Vamos ao encontro do Pai
No passado-futuro,
Na morte que é nascituro:
Segundo antes do brilho,
Instante após o escuro...
E tudo explode de novo
Pela primeira vez...
Do novo Nada!
Levando ao Caos e aos Tempos,
Ao Deus, à coisa primeva
Que nos lança dessas trevas
- Por um bilionésimo da nada!