Flores brancas, como nuvens, aos seus pés, pintadas de vermelhas
Escolhas de uma vida, nenhum de nós quis que isso acontecesse
Olhe para mim, olhe para minhas mãos, olhe para o que sou
Alguém tinha que sujar as mãos, para salvar algo, mesmo que não seja salvo
Sou imperfeito, sei bem, meus limites também
Deixaria tudo explodir, para apenas viver na amargura
Eu não ligo para a luxúria, nem sei o que deixarei para trás
Apenas sinto a minha carne queimar, enquanto lembro do quão miserável me senti
Aquele que nega a verdade apenas precipita a própria morte
No fundo de uma garrafa, lidando com meus fantasmas
Com o pavio úmido, esperando a pólvora estourar
Olhe para mim enquanto vejo sua decepção, não sou tudo aquilo que esperava
Me persiga, enfie uma estaca no meu coração
O trabalho já está feito, com o sangue cobrindo toda a estrada
Regando toda a fé com sua própria vida
Trocando a sua única moeda, o seu único valor, a única coisa que você tem
Estarei impassível, como um cordeiro para o abate
Não me considero maior, nem serei algo, apagado da realidade
Como nós chamamos? Quando a chamar queimar, alguns dirão que foi mártir...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de abril de 2026 13:01
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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