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Mártir

Flores brancas, como nuvens, aos seus pés, pintadas de vermelhas 
Escolhas de uma vida, nenhum de nós quis que isso acontecesse 
Olhe para mim, olhe para minhas mãos, olhe para o que sou 
Alguém tinha que sujar as mãos, para salvar algo, mesmo que não seja salvo 

Sou imperfeito, sei bem, meus limites também 
Deixaria tudo explodir, para apenas viver na amargura 
Eu não ligo para a luxúria, nem sei o que deixarei para trás 
Apenas sinto a minha carne queimar, enquanto lembro do quão miserável me senti 

Aquele que nega a verdade apenas precipita a própria morte 
No fundo de uma garrafa, lidando com meus fantasmas 
Com o pavio úmido, esperando a pólvora estourar 
Olhe para mim enquanto vejo sua decepção, não sou tudo aquilo que esperava 

Me persiga, enfie uma estaca no meu coração 
O trabalho já está feito, com o sangue cobrindo toda a estrada 
Regando toda a fé com sua própria vida 
Trocando a sua única moeda, o seu único valor, a única coisa que você tem 

Estarei impassível, como um cordeiro para o abate 
Não me considero maior, nem serei algo, apagado da realidade
Como nós chamamos? Quando a chamar queimar, alguns dirão que foi mártir...