Sorrisos, risadas, energia,
tudo para esconder uma boa mentira.
As horas passam, o dia amanhece,
a cobrança vem, demora,
até parece que não volta mais.
Vai me dando corda,
para uma hora me enforcar
Me deixa distorcer,
para também me enganar.
Fica tudo tão calmo
quando visto uma pele igual a minha,
mas tão distante do meu real eu.
Sei que posso cair, morrer,
para logo me levantar
e olhar para os brilhos
que queimam meus olhos.
Brilhos de vida, das almas,
daqueles olhos, dos sentidos,
que talvez não seja de minha
capacidade poder tocá-los
e entendê-los.
Sou uma acumuladora,
tanto de dias como de sentimentos
nunca vistos,
nem por mim nem por outro ninguém.
Sou igual a sensação
de sobreviver sem viver,
sou tão invisível
que ninguém vê.
Talvez tenha de ser assim,
foi o último que me sobrou,
então me junto com o que restou
da imagem quebrada.
Serei o que sempre foi de ser,
que tanto fingir
nunca ver.
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Autor:
Café_Amargo (
Offline) - Publicado: 17 de abril de 2026 00:27
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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