TRILOGIA DA GUERRA
I
No horizonte, ecos de aço e fogo numa dança,
a terra curva-se sob o peso duma dor traiçoeira,
cidades desmoronadas, sussurros de esperança,
lágrimas da humanidade regam a poeira.
Sombras dançam nos escombros aguçados,
onde antigos risos dão lugar a lamentos,
o drama desenha-se nos rostos cansados,
lágrimas que a guerra reduz a fragmentos.
II
Nos ecos de um mundo em chamas,
onde a guerra dança nas sombras sem amor,
ruínas contam histórias de lágrimas e dramas,
a tragédia esculpe rostos de dor.
Corações despedaçam-se na estúpida guerra,
cada suspiro é um grito silenciado, fugaz
e as estrelas, em luto, choram pela terra,
na esperança do renascer da paz.
III
Na sombra da guerra, ecos de um lamento vão,
cidades em ruínas, onde o silêncio grita,
lágrimas misturam-se ao barro do chão,
drama eterno onde a esperança perdida levita.
Homens e mulheres, dançam no caos da insensatez,
as chamas devoram o que um dia foi um lar,
choramos por um mundo que se desfez,
entre escombros, o amor não se deixa derrotar!
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Autor:
Arthur Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de abril de 2026 08:41
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! O poema é construído sobre o contraste permanente entre a violência física e a resistência do espírito: Aço e fogo, cidades desmoronadas, escombros aguçados, caos da insensatez. A guerra é personificada como uma dança macabra que consome o lar e a alegria. Sussurros de esperança, lágrimas, amor. Mesmo com o mundo desfeito, o eu lírico enfatiza que o amor e a esperança não são totalmente aniquilados. O autor utiliza recursos que dão vida ao cenário de horror para sensibilizar o leitor: A terra curva-se e as estrelas, em luto, choram. Isso sugere que a guerra não é apenas um problema político, mas uma ferida no próprio cosmos. O silêncio grita nas ruínas. Essa figura de linguagem (oximoro) enfatiza o vazio ensurdecedor deixado pela destruição das cidades. Foca no cenário externo (ruínas, poeira, escombros) e no choque inicial da mudança do riso para o lamento. Interioriza o conflito, falando de corações despedaçados e da estupidez do ato bélico, introduzindo o desejo explícito de paz. Conclui com uma nota de resiliência. Apesar de o mundo ter se desfeito, a última frase — o amor não se deixa derrotar! — serve como uma declaração de resistência vital. O tom é elegíaco (de lamento) e crítico. A repetição de palavras como lágrimas, sombras, ecos e drama cria uma unidade rítmica que reforça a exaustão dos rostos cansados mencionados no texto. É um poema de denúncia que utiliza a tragédia estética para provocar empatia, transformando a frieza do aço e fogo na vulnerabilidade do barro do chão. Saudações poéticas.
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