156 - TRILOGIA DA GUERRA

Arthur Santos

TRILOGIA DA GUERRA

I

No horizonte, ecos de aço e fogo numa dança, 

a terra curva-se sob o peso duma dor traiçoeira, 

cidades desmoronadas, sussurros de esperança, 

lágrimas da humanidade regam a poeira. 

 

Sombras dançam nos escombros aguçados, 

onde antigos risos dão lugar a lamentos, 

o drama desenha-se nos rostos cansados, 

lágrimas que a guerra reduz a fragmentos. 

 

II

Nos ecos de um mundo em chamas, 

onde a guerra dança nas sombras sem amor, 

ruínas contam histórias de lágrimas e dramas, 

a tragédia esculpe rostos de dor.

 

Corações despedaçam-se na estúpida guerra, 

cada suspiro é um grito silenciado, fugaz

e as estrelas, em luto, choram pela terra, 

na esperança do renascer da paz.

 

III

Na sombra da guerra, ecos de um lamento vão, 

cidades em ruínas, onde o silêncio grita, 

lágrimas misturam-se ao barro do chão, 

drama eterno onde a esperança perdida levita. 

 

Homens e mulheres, dançam no caos da insensatez, 

as chamas devoram o que um dia foi um lar, 

choramos por um mundo que se desfez, 

entre escombros, o amor não se deixa derrotar! 

  • Autor: Arthur Santos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de abril de 2026 08:41
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 10
  • Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira
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Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poeta! Boa noite! O poema é construído sobre o contraste permanente entre a violência física e a resistência do espírito: Aço e fogo, cidades desmoronadas, escombros aguçados, caos da insensatez. A guerra é personificada como uma dança macabra que consome o lar e a alegria. Sussurros de esperança, lágrimas, amor. Mesmo com o mundo desfeito, o eu lírico enfatiza que o amor e a esperança não são totalmente aniquilados. O autor utiliza recursos que dão vida ao cenário de horror para sensibilizar o leitor: A terra curva-se e as estrelas, em luto, choram. Isso sugere que a guerra não é apenas um problema político, mas uma ferida no próprio cosmos. O silêncio grita nas ruínas. Essa figura de linguagem (oximoro) enfatiza o vazio ensurdecedor deixado pela destruição das cidades. Foca no cenário externo (ruínas, poeira, escombros) e no choque inicial da mudança do riso para o lamento. Interioriza o conflito, falando de corações despedaçados e da estupidez do ato bélico, introduzindo o desejo explícito de paz. Conclui com uma nota de resiliência. Apesar de o mundo ter se desfeito, a última frase — o amor não se deixa derrotar! — serve como uma declaração de resistência vital. O tom é elegíaco (de lamento) e crítico. A repetição de palavras como lágrimas, sombras, ecos e drama cria uma unidade rítmica que reforça a exaustão dos rostos cansados mencionados no texto. É um poema de denúncia que utiliza a tragédia estética para provocar empatia, transformando a frieza do aço e fogo na vulnerabilidade do barro do chão. Saudações poéticas.



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