O barro e a poesia
Transitar entre a arte e a loucura
É o fardo a carregar.
O artífice toma o cuidado necessário
Para não danificar a criação.
As mãos que entalham na madeira
E modelam o barro úmido
São as mesmas que arruínam os caminhos.
Um vaso nasce a calos e sangue,
Assim como o meu poema.
O barro consome as mãos,
E a poesia corrói a existência.
07 de abril de 2009
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Autor:
Marcos Fernandes (
Offline) - Publicado: 14 de abril de 2026 10:45
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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