Marcos Fernandes

O barro e a poesia

O barro e a poesia

 

Transitar entre a arte e a loucura

É o fardo a carregar.

O artífice toma o cuidado necessário

Para não danificar a criação.

As mãos que entalham na madeira

E modelam o barro úmido

São as mesmas que arruínam os caminhos.

 

Um vaso nasce a calos e sangue,

Assim como o meu poema.

O barro consome as mãos,

E a poesia corrói a existência.

 

07 de abril de 2009