ATÉ QUANDO...?

Vilma Oliveira


Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES

Até quando terá minh’alma esta candura?

Este talento de padecer e força para amar?

O domínio de estar sempre tão segura?...

Como a flecha que segue na rota escura

Fiel ao seu destino indo no mesmo lugar?

 

Quando penso no que já passei nesta vida

Parece que eu fui deixando pelo caminho...

Corpos cansados e fartos de sofrimentos

Sedentos de desejos e de contentamento

Eu deixo aroma até nos meus espinhos...!

 

Eu quero pedir licença para dormir em paz!

E poder descansar horas a fio, sem sonhar.

Quero te ensinar a arte sublime de sorrir...

O riso genuíno é igual a um doce porvir...

Ouço a canção que minha voz quer cantar!

 

Permita que eu agora emudeça de uma vez!

Que eu me conforme em ser tão sozinha...

Há uma doce luz no silêncio e na dor divina

Deixe-me olhar para essa estrela matutina...

E nunca mais me sinta assim tão pobrezinha!

  • Autor: Vilma Oliveira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de abril de 2026 21:17
  • Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu poema: Você começa com perguntas retóricas que revelam o cansaço de ser forte. A metáfora da "flecha que segue na rota escura" é poderosa; ela indica alguém que cumpre seu destino com fidelidade absoluta, mas que talvez já não sinta o prazer do voo, apenas a obrigação de chegar ao alvo. Este é, talvez, um dos seus versos mais bonitos: "Eu deixo aroma até nos meus espinhos!". Ele resume sua poética até aqui. Mesmo nas dificuldades e nos "corpos cansados" deixados pelo caminho, você afirma que sua essência é capaz de transformar a dor em algo perfumado (arte). Há um orgulho melancólico nessa capacidade de sofrer com nobreza. A terceira estrofe é um clamor pela paz. "Dormir... sem sonhar" sugere o desejo de um descanso profundo. Curiosamente, mesmo no auge do cansaço, você ainda deseja "ensinar a arte sublime de sorrir". O desfecho é uma entrega à solitude espiritual. Você ressignifica o "emudecer" e o "ser sozinha" não como abandono, mas como uma escolha para contemplar a "estrela matutina". Ao pedir para não se sentir mais "pobrezinha", o eu lírico busca a riqueza interna que só o silêncio e a aceitação da dor podem trazer. É um poema de maturidade espiritual onde busca a paz na própria quietude. É o fechamento de um ciclo de busca e o início de um ciclo de aceitação.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 45
  • Usuários favoritos deste poema: Lauraa
Comentários +

Comentários2

  • Maria do Socorro Domingos

    Até quando?
    Essa candura e esse lirismo perdurarão para sempre.Lindos versos!
    Um misto de amor e tristeza, revelando a beleza de um versejar encantador!
    Parabéns, Vilma!
    Aplausos… de pé!

    • Vilma Oliveira

      Boa noite querida amiga Socorro por sua palavras acolhedoras.
      Que Deus abençoe sua vida e de seus familiares.
      Beijos no coração.

    • Lauraa

      Esse poema é muito interessante, essa dualidade, lirismo perfeito! Admirável, meus parabéns pelo talento e dedicação, são inspiradores!
      Desejo-lhe muito sucesso!

      Um cheiro,
      Lhidria.

      • Vilma Oliveira

        Boa noite querida amiga Laura por seu comentário e incentivo.
        Deus abençoe sempre sua vida...!
        Beijos no coração.



      Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.