Vilma Oliveira

ATÉ QUANDO...?

Até quando terá minh’alma esta candura?

Este talento de padecer e força para amar?

O domínio de estar sempre tão segura?...

Como a flecha que segue na rota escura

Fiel ao seu destino indo no mesmo lugar?

 

Quando penso no que já passei nesta vida

Parece que eu fui deixando pelo caminho...

Corpos cansados e fartos de sofrimentos

Sedentos de desejos e de contentamento

Eu deixo aroma até nos meus espinhos...!

 

Eu quero pedir licença para dormir em paz!

E poder descansar horas a fio, sem sonhar.

Quero te ensinar a arte sublime de sorrir...

O riso genuíno é igual a um doce porvir...

Ouço a canção que minha voz quer cantar!

 

Permita que eu agora emudeça de uma vez!

Que eu me conforme em ser tão sozinha...

Há uma doce luz no silêncio e na dor divina

Deixe-me olhar para essa estrela matutina...

E nunca mais me sinta assim tão pobrezinha!