Tudo o que eu fiz até hoje foi sobreviver.
Foi me manter viva — não por mim, mas por você.
Para que você não morresse de culpa.
Para que não chorasse todas as noites se perguntando o que poderia ter feito diferente.
Para que não carregasse esse fardo sozinha.
Eu fiquei. Eu aguentei. Eu sobrevivi por você.
Só para que você não chorasse.
E quando eu finalmente pedi ajuda,
você me virou as costas.
Me chamou de ingrata.
Disse que eu não pensava nos outros —
mas eu sempre pensei em você.
As pílulas na mão.
O silêncio do mundo.
A gritaria da alma.
A mente sussurrando: “vai".
O coração implorando: “fica".
Eu engoli.
E dormi acreditando que ali minha história acabava.
Mas eu acordei.
Levantei.
E continuei.
Vivi.
Com a faca encostada no peito,
o coração já doendo antes mesmo de ser perfurado,
eu pensei:
“vale a pena? Ela precisa de mim.”
Vivi.
Lâmina no pulso.
Sangue escorrendo.
Uma voz dizendo: “corta mais fundo.”
hesite, é não cortei.
Vivi.
Vivi.
Vivi.
E continuo vivendo —
por você.
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Autor:
iza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de abril de 2026 19:10
- Comentário do autor sobre o poema: esse poema foi escrito em um momento de dor.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 6

Offline)
Comentários1
Desabafo total, neh... Espero que destinatário tenha recebido a mensagem!
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