Eu não quero ir hoje,
mas talvez eu queira,
ou eu precise ir.
Necessito não estar aqui.
Preciso fazer algo pensando em mim,
mas fazer isso
só me machucaria.
Pelo menos
eu teria a chance
de querer ser machucado.
É triste dizer
que a única coisa
que eu possa fazer a mim mesmo
seja sangrento.
Talvez eu tenha me acostumado
com a dor intensa.
Só quando sinto
o sangue escorrendo
é que eu me sinto
eu mesmo.
Eu sei
que esse sentimento é passageiro,
mas é o que eu mais sinto —
como se fosse
a maior parte de mim
tentando me chamar de volta para ela,
mas impedida
pelas paredes de remédios
que me trazem
para mais um dia.
Eu tento me distrair
ao máximo
para que a morte
pare de me observar.
Às vezes funciona:
ela fica tão entediada
que desaparece.
Mas sempre retorna.
Ela sabe
que o meu equilíbrio
não dura muito.
Estamos em uma luta constante,
um ciclo infinito —
ou talvez finito —
mas essa melancolia
eu sei
que é eterna.
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Autor:
Rian Vitor (
Offline) - Publicado: 13 de abril de 2026 16:51
- Comentário do autor sobre o poema: Toda vez que eu tenho uma crise de pensamentos acelerados, eu simplesmente peguei o hábito de escrever o que eu estou sentindo na hora.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 6

Offline)
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