Lisboa

MAISA NALAPE

Passeando pelas ruas de Lisboa,

repletas de pessoas de tantos países,

a cidade abre-se em vistas impecáveis

e segredos que o Tejo sussurra devagar.

 

A alma flutua, leve,

numa adrenalina inexplicável,

enquanto o vento traz o cheiro da comida

e toca suavemente o rosto,

como quem reconhece quem chega.

 

Há roupa estendida entre janelas,

vidas simples suspensas no tempo,

e passos antigos ecoam

nas pedras gastas da memória.

 

É maravilhoso perder-se

entre lojas, paisagens e artes,

como se cada detalhe chamasse por nós,

como se a cidade nos escolhesse também.

 

Os elétricos rangem histórias,

as danças e os cânticos ecoam pelas ruas,

e o sol brilha sobre o rio

onde os barcos seguem o seu destino,

enquanto as águas dançam

ao ritmo invisível da cidade.

 

À noite, Lisboa muda de voz:

acende luzes, respira fado,

e envolve quem fica

num abraço que demora.

 

Aqui, não há vontade de partir —

Lisboa não se revela de uma vez;

é preciso perder-se nela

para, enfim, se encontrar.

  • Autor: MAISA NALAPE (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de abril de 2026 07:34
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Maisa Nalape.
Comentários +

Comentários1

  • Shmuel

    Que texto maravilhoso! Lisboa dever uma cidade encantadora.

    Abraços

    • MAISA NALAPE

      Muito obrigado!
      Fico mesmo feliz que tenha gostado. Lisboa tem um encanto único — é daquelas cidades que ficam no coração.
      Um grande abraço!

      • Shmuel

        Abraços!



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