Passeando pelas ruas de Lisboa,
repletas de pessoas de tantos países,
a cidade abre-se em vistas impecáveis
e segredos que o Tejo sussurra devagar.
A alma flutua, leve,
numa adrenalina inexplicável,
enquanto o vento traz o cheiro da comida
e toca suavemente o rosto,
como quem reconhece quem chega.
Há roupa estendida entre janelas,
vidas simples suspensas no tempo,
e passos antigos ecoam
nas pedras gastas da memória.
É maravilhoso perder-se
entre lojas, paisagens e artes,
como se cada detalhe chamasse por nós,
como se a cidade nos escolhesse também.
Os elétricos rangem histórias,
as danças e os cânticos ecoam pelas ruas,
e o sol brilha sobre o rio
onde os barcos seguem o seu destino,
enquanto as águas dançam
ao ritmo invisível da cidade.
À noite, Lisboa muda de voz:
acende luzes, respira fado,
e envolve quem fica
num abraço que demora.
Aqui, não há vontade de partir —
Lisboa não se revela de uma vez;
é preciso perder-se nela
para, enfim, se encontrar.
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Autor:
MAISA NALAPE (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de abril de 2026 07:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 35
- Usuários favoritos deste poema: Rogério
- Em coleções: Maisa Nalape.

Offline)
Comentários3
Que texto maravilhoso! Lisboa dever uma cidade encantadora.
Abraços
Muito obrigado!
Fico mesmo feliz que tenha gostado. Lisboa tem um encanto único — é daquelas cidades que ficam no coração.
Um grande abraço!
Abraços!
Que poesia linda!
Olá poetisa! Boa Noite! Lisboa não é apenas um cenário; ela é uma personagem ativa. O Tejo sussurra, o vento reconhece quem chega e a cidade escolhe o visitante. Isso cria uma sensação de que existe um diálogo entre o viajante e o lugar. O autor equilibra a adrenalina das pessoas de tantos países com a imagem estática e íntima da roupa estendida entre janelas. É o retrato de uma capital moderna que não perdeu a sua essência de aldeia. Elementos típicos de Lisboa — os elétricos, as pedras gastas (calçada portuguesa), o fado e o sol no rio — são usados para construir uma atmosfera de nostalgia e encantamento. O fechamento do poema resume uma jornada espiritual: é preciso perder-se nela para, enfim, se encontrar. Sugere que Lisboa tem o poder de revelar partes de nós mesmos que não conhecíamos, transformando a viagem turística em uma viagem interior.
É um texto que evoca a saudade do que se está vivendo, algo muito presente na alma lusa. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
Vilma, muito obrigada pelo seu comentário tão detalhado e sensível! Fico feliz que tenha percebido Lisboa como uma personagem viva no poema era exatamente essa sensação que queria transmitir. Adorei como destacou o diálogo entre o viajante e a cidade e a forma como os detalhes do cotidiano se entrelaçam com a magia do lugar. Suas palavras captaram perfeitamente a essência que tentei passar: perder-se em Lisboa para se encontrar. Saudações poéticas e um grande abraço!
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