Ela escondia o olhar,
Como quem nunca esteve ali.
Eu fui inteiro,
Sem defesa,
Acreditando que aquilo
Tinha nome.
Não tinha.
Ela ficou
Pelo vazio que eu preenchia,
Não por mim.
E quando disse,
Foi simples demais:
Nunca me amou,
Era só dó.
Nada quebrou na hora.
Só perdeu o sentido.
Ela foi embora
Como quem larga algo
Que nunca foi seu.
Mas à noite,
Ela volta.
Sem voz,
Sem toque,
Só presença.
Fica parada,
Como se ainda ocupasse
O mesmo espaço de antes.
Eu acordo
E entendo de novo:
Eem nos sonhos
Ela é minha,
Só é mais um lugar
Onde eu continuo sozinho.
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Autor:
O Químico da poesia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de abril de 2026 03:31
- Categoria: Triste
- Visualizações: 27

Offline)
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