DEIXEM VIR AS DORES!

Vilma Oliveira


Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES

Deixem que venham todas as dores!

Em urna de bronze, esse estranho mal,

Poentes de nácar são como as flores

Em trêmulas hastes, dessa luz irreal!

 

Deixem que venham todos os sonhos

Nos teus olhos de ouro, o meu solar...

Nos teus palácios, pobres e tristonhos,

Os meus brilhantes são contas a chorar!

 

Em fogueiras de cinzas, deito o fulgor,

Das horas divinais do nosso amor,

Nobres cortejos de gestos recolhidos;

 

Nesse Sacrário de Almas penitentes,

O encontro triste das paixões ardentes,

Alteia e doira o meu olhar perdido!

  • Autor: Vilma Oliveira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de abril de 2026 19:52
  • Comentário do autor sobre o poema: Este soneto é mais um dos Antigos da minha coleção.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Sonetos.


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