SOZINHO NA MULTIDÃO

Benedito Morais de Carvalho (Benê)

SOZINHO NA MULTIDÃO

 

Na sala cheia, reina o vazio,

vozes se cruzam, não me alcançam,

sou a conversa que ninguém ouve,

um corpo esquecido na moldura.

 

Amigos brindam, gargalham alto,

meu nome evapora no ar denso,

sou sombra perdida entre risos,

um retrato invisível na parede.

 

A pior solidão não é estar só,

é ser apagado em plena multidão,

um inútil aos olhos que não veem,

um grito mudo na festa da vida.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.