Ofício da Dúvida

Luiz CM

Há vezes em que escrevo
Poemas com um ritmo ligeiro,
E, descontente, os reescrevo
Num incômodo passageiro.

Mas, distanciar-me não me atrevo
Dos gestos simples que conheço,
Pois neles há a confiança no encontro

De um impulso para o recomeço.

Depois, vou-me a divagar num literário confronto,
Companheiro da correnteza de rimas e sinônimos,
Desbravando as belezas entre o trágico e o cômico.

Até, por fim, aportar numa ilha de inúmeros porquês,
Que refinam os versos, ou os deixam absortos,
Para que eu volte a duvidar deles uma última vez.

  • Autor: Ziul (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de abril de 2026 10:37
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


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