Fui abrigo aberto ao vento,
onde todos entravam sem bater.
Curava dores que não eram minhas,
enquanto a minha ficava sem nome.
Chamavam-me quando o mundo desabava,
e esqueciam-me quando o sol voltava.
E eu fui ficando assim —
cheia de todos,
vazia de mim.
Até que o cansaço falou mais alto
do que a vontade de agradar.
Fechei portas que nunca me protegeram,
recolhi-me para dentro da minha alma
e comecei a ouvir-me.
E descobri: há um mundo onde eu pertenço —
onde não sou usada,
onde não sou esquecida,
onde não preciso me perder para ser amada.
-
Autor:
MAISA NALAPE (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de abril de 2026 06:59
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Maisa Nalape.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.