Nunca te escrevi.
Talvez fosse medo
Ou tamanho desejo,
Que não me era capaz imaginar
Viver em uma vida
Onde fosse preciso te eternizar.
É que escrevo para não me esquecer
De fases, momentos, pessoas...
Que me fazem viver.
Como um dançar sob a chuva,
Em que cada gota sobre nós
Assistia o entrelaçar de nossas almas.
Ou como um beijar sob o luar,
Que me fizesse te desejar.
Desejar que fosse meu,
Que estivesse cada vez mais perto,
Que nunca se fosse.
Ou até como assistir ao descer da noite
No balançar de nossas vidas
Sob cada estrela que contei
Dentro de um abraço teu.
Mas de tudo o que desejo,
Desejo hoje que volte,
E veja o estrago que fez.
Desejo que enxergue teu erro
E encare teu medo de amar.
Mas preciso que vá,
Para que por destino ou descuido,
A vida te faça voltar.
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Autor:
Versaluna (
Offline) - Publicado: 9 de abril de 2026 00:24
- Comentário do autor sobre o poema: Por muitas vezes, pego-me escrevendo, como um ardente desejo de manter a memória viva, ou como um ardente desejo de deixar que sentimentos partam. Mas quando se trata de amor, escrevo para não esquecer-me do quanto amar, apaixonar-me e entregar-me, faz-me viver. Amar faz parte do que somos, mas o que isso vira quando o medo faz questão de tomar espaço? Quando o medo faz com que momentos magnificentes sejam apenas... memórias? Quando o medo te tira de si, e não permite que sinta o que sente? Me ponho a perguntar... De fato não amou, ou deixou que o seu medo ocultasse tudo o que sentia?
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
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