Versaluna

Para o Seu Medo de Amar

Nunca te escrevi.

Talvez fosse medo

Ou tamanho desejo,

Que não me era capaz imaginar

Viver em uma vida

Onde fosse preciso te eternizar.

É que escrevo para não me esquecer

De fases, momentos, pessoas...

Que me fazem viver.

Como um dançar sob a chuva,

Em que cada gota sobre nós

Assistia o entrelaçar de nossas almas.

Ou como um beijar sob o luar,

Que me fizesse te desejar.

Desejar que fosse meu,

Que estivesse cada vez mais perto,

Que nunca se fosse.

Ou até como assistir ao descer da noite

No balançar de nossas vidas 

Sob cada estrela que contei

Dentro de um abraço teu.

Mas de tudo o que desejo,

Desejo hoje que volte,

E veja o estrago que fez.

Desejo que enxergue teu erro

E encare teu medo de amar.

Mas preciso que vá,

Para que por destino ou descuido,

A vida te faça voltar.