Um poeta por diversão —
mentira.
Levo a sério cada palavra,
porque é tudo o que me resta
quando a luz falha.
Escrevo da escuridão,
não por escolha,
mas porque aprendi a respirar nela.
As águas são profundas.
Quase sempre me afogam.
Às vezes, a maré recua
e eu roubo ar.
E quando emergi, ferido,
eu Te senti —
Teu poder, Tua glória.
Eu Te busco, ó Deus,
como quem se perdeu demais.
Mas a maré sobe.
Sempre sobe.
Meus pés cedem.
E eu afundo.
A melancolia pesa.
O frio invade.
O poço é fundo.
E eu entendo:
nunca foi diversão.
Era sobrevivência.
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Autor:
Um Poeta Por Diversão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de abril de 2026 19:36
- Comentário do autor sobre o poema: Um paradoxo entre diversão e caos, um texto com levada suave, mas com peso gigantesco pro poeta... \r\n\r\n
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3
- Em coleções: Psicopata Lírico.

Offline)
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