Não senti nada.
Talvez uma confusão,
leve decepção
que essa ilusão me deixou.
Não esbocei sorriso,
nem choro,
nem sarcasmo.
Por um momento,
não houve nada.
Não existo,
não penso,
não sinto.
Varginha, Belo Horizonte,
São Tomé, Ubatuba
e até Leblon
entraram nesse labirinto.
Tudo tem um pouco de você,
consequentemente, um pouco de mim,
e não sinto nada com isso.
Tem dias
em que parece me pegar pela garganta,
me colocar contra a parede,
me toma, domina:
meu corpo, minha alma, minha cama,
tudo fica em chamas.
Mas hoje,
não senti nada com isso.
E talvez seja bom:
não tenho mais nada com isso,
nada a ver com o perfume de café
que te dei,
com as sardas
e o sorriso.
Talvez, hoje,
a arrebatadora verdade seja
que eu não sou nada pra você.
E estou muito bem com isso.
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Autor:
🪻 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de abril de 2026 00:22
- Comentário do autor sobre o poema: Venho escrevendo pra superar coisas que me aconteceram. Creio ser mais fácil curar assim, do que me abrir em conversas com amigos ou família. Escrevi muitas coisas que gostaria de ir publicando. Algumas delas parecem um vai e volta de emoções, mas inicialmente eu tinha uma ideia de cronograma, foi mudando junto com os meus sentimentos oscilantes.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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