Não senti nada.
Talvez uma confusão,
leve decepção
que essa ilusão me deixou.
Não esbocei sorriso,
nem choro,
nem sarcasmo.
Por um momento,
não houve nada.
Não existo,
não penso,
não sinto.
Varginha, Belo Horizonte,
São Tomé, Ubatuba
e até Leblon
entraram nesse labirinto.
Tudo tem um pouco de você,
consequentemente, um pouco de mim,
e não sinto nada com isso.
Tem dias
em que parece me pegar pela garganta,
me colocar contra a parede,
me toma, domina:
meu corpo, minha alma, minha cama,
tudo fica em chamas.
Mas hoje,
não senti nada com isso.
E talvez seja bom:
não tenho mais nada com isso,
nada a ver com o perfume de café
que te dei,
com as sardas
e o sorriso.
Talvez, hoje,
a arrebatadora verdade seja
que eu não sou nada pra você.
E estou muito bem com isso.