Você encaixou o erro
dentro do acerto
gesto limpo, palavra medida
me guiou
não pelo que era
mas pelo que parecia
chamou de lar
o que era passagem
vestiu promessa
no corpo do afeto
falou em estrelas
— nenhuma caiu
nem rastro
nas mãos
disse: quero
e logo tratou
de alinhar
minha saída
agora, falam
bocas intactas
que nunca atravessaram
o que houve aqui
o saldo:
culpado
por não caber
no limite do ato
por atravessar
mesmo quando já era fim
bastava o corte
limpo: não quero
vá
leve essa versão
para outros inícios
resta
o que não mente:
o impacto seco
de ter sido inteiro
onde já era vazio
-
Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 6 de abril de 2026 16:18
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.