Você encaixou o erro
dentro do acerto
gesto limpo, palavra medida
me guiou
não pelo que era
mas pelo que parecia
chamou de lar
o que era passagem
vestiu promessa
no corpo do afeto
falou em estrelas
— nenhuma caiu
nem rastro
nas mãos
disse: quero
e logo tratou
de alinhar
minha saída
agora, falam
bocas intactas
que nunca atravessaram
o que houve aqui
o saldo:
culpado
por não caber
no limite do ato
por atravessar
mesmo quando já era fim
bastava o corte
limpo: não quero
vá
leve essa versão
para outros inícios
resta
o que não mente:
o impacto seco
de ter sido inteiro
onde já era vazio
-
Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 6 de abril de 2026 16:18
- Categoria: Amor
- Visualizações: 9

Offline)
Comentários3
Lindo!
Parabéns, por sua escrita e por seu aniversário. Muitos anos de vida, com saúde e felicidades!
Gratidão, poeta! Abraços poéticos!
Caro Poeta .
Parabéns pelas palavras
Seu poema está maravilhoso , é o relato de alguém que foi inteiro em algo que já era vazio... e ainda saiu como culpado por isso.
A outra pessoa diz querer, mas ao mesmo tempo prepara o fim ... E o eu lírico acaba se culpando por tudo ... Ou seja , por sentir demais .
Parabéns atrasado ... Muitos anos de vida .. muita saúde, paz e alegria sempre !
Gratidão pelo carinho e pelas palavras, poeta! Uma noite de luz e paz! Abraços poéticos!
Gostei. Boa Noite!
Gratidão, poeta! Uma noite de luz e paz!
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