E quando o céu já não inventar figuras
e o que fomos couber
num intervalo sem nome
eu estarei —
não à frente,
nem depois,
no ponto exato
onde você esquece
guardando
o que não chegou até você:
as cartas dobradas,
as conversas pela metade,
os planos
interrompidos
te levaram por outra estrada —
e há caminhos que brilham
você foi
com os olhos acesos
para um ouro que não era meu
eu fiquei
com o que não reluz:
o avesso das horas,
o nome dito baixo,
o quase
quando a memória falhar nos detalhes
e restar só um peso sem origem,
uma pausa sem motivo,
não se assuste
há coisas que não voltam —
ficam
e eu,
como quem nunca saiu,
te devolvo
o que ainda é seu —
ainda estou
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 5 de abril de 2026 09:58
- Categoria: Amor
- Visualizações: 9

Offline)
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