Asas de verdade

Beatriz Prado


Aviso de ausência de Beatriz Prado
YES

Eu queria jogar tudo pro alto

Sentir o frescor da noite

Sem medo do frio amanhecer.

 

Não anseio me jogar no meio da estrada

Mas sim, me mover com o vento

Para onde ele me chamar, eu voarei.

 

Voarei, voarei tão longe

Que minhas prisões não me machucarão mais

E nada será tão verdadeiro, quanto as minhas asas.

 

E eu repito, não quero ser tomada pela insanidade

Apenas quero sair de um controle absoluto

E levar comigo, respiros de liberdade.

 

Ser livre na imperfeição é o meu desejo

E dessa imperfeição, sugar a minha essência

Tão escondida e abafada

 

Que implora para escapar de minhas mãos

Dos meus olhos e boca costurados

E, como nunca, cansados de tanto sufocar.

 

Mas, pulmões, se me deixarem planar

Sob os palcos efêmeros da vida

Prometo lhes trazer ar fresco e agradável

 

E serei eternamente grata por me exalar.

  • Autor: Beatriz Prado (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de abril de 2026 22:53
  • Comentário do autor sobre o poema: Escrito em meio a um desejo de se libertar das máscaras sociais e do perfeccionismo extremo. Data: 02/04/2026.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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