Eu queria jogar tudo pro alto
Sentir o frescor da noite
Sem medo do frio amanhecer.
Não anseio me jogar no meio da estrada
Mas sim, me mover com o vento
Para onde ele me chamar, eu voarei.
Voarei, voarei tão longe
Que minhas prisões não me machucarão mais
E nada será tão verdadeiro, quanto as minhas asas.
E eu repito, não quero ser tomada pela insanidade
Apenas quero sair de um controle absoluto
E levar comigo, respiros de liberdade.
Ser livre na imperfeição é o meu desejo
E dessa imperfeição, sugar a minha essência
Tão escondida e abafada
Que implora para escapar de minhas mãos
Dos meus olhos e boca costurados
E, como nunca, cansados de tanto sufocar.
Mas, pulmões, se me deixarem planar
Sob os palcos efêmeros da vida
Prometo lhes trazer ar fresco e agradável
E serei eternamente grata por me exalar.