Sinto a solidão me consumir, como se fosse uma barata enorme subindo pelas minhas costas. Minha cabeça dói tanto com esse peso por cima, e o calor me sufoca. Eu viro água na escuridão.
Pequenas luzes apontam sombras na parede que não me dão resposta. Em silêncio, vago pela noite. As janelas estão fechadas e cobertas.
A cama parece ser tão larga, mas há algo ao lado, com quem sou obrigada a dividir espaço. Sinto a presença, mesmo sem ver. O silêncio pesa mais do que o próprio escuro.
Me viro, fecho os olhos, mas minha mente não para. O tempo não passa. O ar fica denso. Meu corpo está cansado, mas eu não consigo dormir.
-
Autor:
marchel (
Offline) - Publicado: 4 de abril de 2026 02:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.