marchel

Sozinha

Sinto a solidão me consumir, como se fosse uma barata enorme subindo pelas minhas costas. Minha cabeça dói tanto com esse peso por cima, e o calor me sufoca. Eu viro água na escuridão.

 

Pequenas luzes apontam sombras na parede que não me dão resposta. Em silêncio, vago pela noite. As janelas estão fechadas e cobertas.

 

A cama parece ser tão larga, mas há algo ao lado, com quem sou obrigada a dividir espaço. Sinto a presença, mesmo sem ver. O silêncio pesa mais do que o próprio escuro.

 

Me viro, fecho os olhos, mas minha mente não para. O tempo não passa. O ar fica denso. Meu corpo está cansado, mas eu não consigo dormir.