Por um vasto tempo, eu talvez preferisse desaparecer deste mundo sem liberdade, para então existir na imensidão do meu próprio mundo. Pois, no meu mundo — o único onde, por absoluta certeza, encontro a compreensão indispensável — Nele, não me desenho em linhas retas; sou e existo dentro dos rabiscos. Afinal, não sou um projeto de arquitetura minimalista, meu sangue escorre detalhes intensos, e o exagero da perfeição me faz vomitar. Em meu mundo, não ando aprisionada dentro de uma panela de pressão que cozinha até a alma. Lá, no meu incrível mundo, eu mato a opressão.
Antes, era um campo raso que decidiu se ampliar, mas que agora se tornou um campo profundo, aberto e livre. Meu mundo faz parte do que eu sou.
E, já que sou, então serei.
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Autor:
Steffany Almeida (
Offline) - Publicado: 3 de abril de 2026 16:21
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Seu poema é um suspiro profundo que transforma dor em liberdade e faz da própria essência um espaço vasto de ser. Parabéns!
Muito Obrigada!
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