Steffany Almeida

Rabisco libertador

Por um vasto tempo, eu talvez preferisse desaparecer deste mundo sem liberdade, para então existir na imensidão do meu próprio mundo. Pois, no meu mundo — o único onde, por absoluta certeza, encontro a compreensão indispensável — Nele, não me desenho em linhas retas; sou e existo dentro dos rabiscos. Afinal, não sou um projeto de arquitetura minimalista, meu sangue escorre detalhes intensos, e o exagero da perfeição me faz vomitar. Em meu mundo, não ando aprisionada dentro de uma panela de pressão que cozinha até a alma. Lá, no meu incrível mundo, eu mato a opressão.

Antes, era um campo raso que decidiu se ampliar, mas que agora se tornou um campo profundo, aberto e livre. Meu mundo faz parte do que eu sou.

E, já que sou, então serei.