A mão contém.
Não sustenta o equilíbrio —
segura o instante.
A ferramenta esfria.
A broca já não gira.
O silêncio não preenche — ocupa.
Assim ele pode ser ferido.
O que sinto pesa mais
agora que ninguém vê.
Penso em água
apenas por estar —
fluida, límpida.
O pouco
contido no mar.
O corpo cede.
As costas encontram a parede.
Não é queda —
é pouso sem exigência.
O colapso não vem,
apenas o cansaço,
o fim do expediente.
Retorno para dentro de mim.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 3 de abril de 2026 00:20
- Comentário do autor sobre o poema: É meio burnout mas eu não sei a origrm ainda, mas é isso... Ainda vou atrás do instnte.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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