A mão contém.
Não sustenta o equilíbrio —
segura o instante.
A ferramenta esfria.
A broca já não gira.
O silêncio não preenche — ocupa.
Assim ele pode ser ferido.
O que sinto pesa mais
agora que ninguém vê.
Penso em água
apenas por estar —
fluida, límpida.
O pouco
contido no mar.
O corpo cede.
As costas encontram a parede.
Não é queda —
é pouso sem exigência.
O colapso não vem,
apenas o cansaço,
o fim do expediente.
Retorno para dentro de mim.