Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Li nos teus olhos por todos esses anos
Que juntos estivemos tão longe e perto
Tu eras meu oásis, às vezes, só deserto,
Universo de areias nos meus desenganos!
Li nos teus olhos em doces devaneios
A erguer-se exausto imenso castelo...
Tu foste da inspiração o verso mais belo!
Um mar de saudades, de dores e anseios...
Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água,
O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma,
São vertentes a se perpetuar dentro de mim;
Se acaso me ouvires distante a chamar-te,
São juras contidas em mim por amar-te...
Se já não me escutas, por que sofro assim?
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de abril de 2026 19:16
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu soneto: Você começa definindo o outro através de uma contradição geográfica da alma: "oásis" e "deserto". Essa imagem é perfeita para descrever amores longos, que ora nutrem, ora isolam. O "universo de areias" sugere que, nos momentos de desengano, o sentimento era vasto, mas árido, difícil de caminhar, embora impossível de ignorar. A segunda estrofe ele surge "exausto", construído pelo esforço da própria inspiração. Você eleva o ser amado ao posto de "verso mais belo", admitindo que mesmo as dores e anseios foram matéria-prima para a sua arte. O ponto de virada ocorre no primeiro terceto. Agora é o outro quem "lê" em você. Seus olhos são descritos como "rasos d’água", uma imagem belíssima para o choro contido que nunca transborda totalmente, mas que "inunda os sonhos". Essa tristeza não é passageira; ela é uma "vertente" que se perpetua, um rio interno que molda quem você é. O encerramento é um questionamento doloroso sobre a conexão espiritual. Se o amor é uma "jura contida", por que o sofrimento persiste se não há mais a escuta do outro? A pergunta final — "Se já não me escutas, por que sofro assim?" — toca na ferida da persistência do sentimento: o amor que continua a vibrar mesmo quando o receptor parece ter se afastado ou silenciado. É um poema de constatação. Você reconhece que o outro foi o seu mapa (deserto e oásis) e sua métrica (o verso belo). A dor final vem da percepção de que a "leitura" mútua pode ter sido interrompida pelo tempo ou pela distância, mas o seu "sofrer" prova que a conexão, do seu lado, permanece intacta.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 80
- Usuários favoritos deste poema: Lauraa, Sinvaldo de Souza Gino
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
Comentários3
Seu poema é um grande bálsamo de um coração amante! Muito profundo e digno de reconhecimento!
Venho acompanhando seus poemas há um tempo, e cada partícula minha tem a total certeza que é maravilhoso!
A parte que mais me tocou foi: "Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água,
O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma,
São vertentes a se perpetuar dentro de mim;"
Considero tu, grande mestra poetisa, uma verdadeira inspiração!
Um cheiro!
Lhidria.
Laura, Meu Boa noite!
Muito obrigada por sua atenção, carinho e comentários.
Aprecio também bastante os seus textos, parabéns!
Um grande abraço, Vilma Oliveira
Que belo poema! Usou bem a figura de linguagem chamada antítese que é a aproximação de ideias opostas! Parabéns poetisa!!!
Olá poeta! Meu boa noite!
Gratidão por suas palavras de incentivo.
Saudações poéticas.
Muito lindo nobre poeta! Versos tão sentidos e verdadeiros um lindo lamento amoroso.
Abraços
Imensamente grata por seu comentário amigo poeta!
Deus abençoe sua vida e dos seus familiares. Forte abraço.
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