Vilma Oliveira

ÂNSIA REPRIMIDA

 Li nos teus olhos por todos esses anos

Que juntos estivemos tão longe e perto

Tu eras meu oásis, às vezes, só deserto,

Universo de areias nos meus desenganos!

 

Li nos teus olhos em doces devaneios

A erguer-se exausto imenso castelo...

Tu foste da inspiração o verso mais belo!

Um mar de saudades, de dores e anseios...

 

Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água,

O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma,

São vertentes a se perpetuar dentro de mim;

 

Se acaso me ouvires distante a chamar-te,

São juras contidas em mim por amar-te...

Se já não me escutas, por que sofro assim?