Nunca se mergulha num rio duas vezes e se manter o mesmo
Corrente agitada leva o rio a fora
Margens intactas testemunham a leveza das águas
Turvas pela terra sedenta de mato
Ondas avolumam se ao alto
Gritam pela aventura no mar
O rio morre nas salgadas águas
Onde se mistura adocicando o salgado
Vozes se amplificam a cada rajada na margem
Águas frívolas arrastam se vagarosamente
Furiosamente abrandam o curso, são afluentes chegar
Montes cospem sem piedade jatos do rio
Desce ladeira abaixo rumo ao seu leito
Que cruza vilarejos em desgraça feroz
Traços deixados na areia de um rio
Que nunca será o mesmo
A morte chega na visita ao gelado mar
Imagno Velar
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Autor:
Imagno Velar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de abril de 2026 03:13
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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