Imagno Velar

Nunca se é o mesmo

Nunca se mergulha num rio duas vezes e se manter o mesmo

Corrente agitada leva o rio a fora

Margens intactas testemunham a leveza das águas

Turvas pela terra sedenta de mato

 

Ondas avolumam se ao alto

Gritam pela aventura no mar

O rio morre nas salgadas águas

Onde se mistura adocicando o salgado

 

Vozes se amplificam a cada rajada na margem

Águas frívolas arrastam se vagarosamente

Furiosamente abrandam o curso, são afluentes chegar

 

Montes cospem sem piedade jatos do rio

Desce ladeira abaixo rumo ao seu leito

Que cruza vilarejos em desgraça feroz

 

Traços deixados na areia de um rio

Que nunca será o mesmo

A morte chega na visita ao gelado mar

 

Imagno Velar