Uma fração perpétua

Dom D

Pego-me em êxtase, sofro com o passar do tempo
Com os instantes que já foram, e com os que irão vir
Sinto que a paz, a mesma que um dia me assombrou, faz-me falta tremenda
E que as mudanças são inevitáveis
Como pôde alterar-se tanto, as pessoas com que convivia, já não são as mesmas!
Os lugares que frequento, ou não existem mais, ou transfiguraram-se em outro, que não há mais significado a mim
Olho-me no espelho, e não sou eu; já fui eu, hoje sou uma forma mimética
Sinto falta do controle absoluto, da casualidade, dos balanços de rede e principalmente do afago de ser criança
Por isso culpo-te tempo. Sem direito a escusas.

  • Autor: Dom D (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de abril de 2026 22:37
  • Comentário do autor sobre o poema: Encontrei esses versos em meu pc, tão bobos que merecem ser publicados. Somente um delírio.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


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