Flores pelas calçadas,
vejo várias, lindas,
em canteiros ornados,
mimadas com adubo,
regadas de zelo.
vejo várias, lindas,
em canteiros ornados,
mimadas com adubo,
regadas de zelo.
Mas o meu coração se ilumina
quando as vejo desabrochar
no improvável, na dureza
das frestas do concreto.
quando as vejo desabrochar
no improvável, na dureza
das frestas do concreto.
Sem nada a favor,
sem amanhã certo,
expressam com fervor
a sua natureza.
sem amanhã certo,
expressam com fervor
a sua natureza.
Beleza é o que vejo:
nas calçadas,
nos muros,
nas sarjetas.
nas calçadas,
nos muros,
nas sarjetas.
Não se detêm,
nem se deixam levar
pelas condições
severas...
nem se deixam levar
pelas condições
severas...
E duram o tempo
que lhes dão.
Pois às vezes são
levadas pelas mãos.
que lhes dão.
Pois às vezes são
levadas pelas mãos.
E vão parar nos cabelos
das meninas,
outras, na fogueira
junto às folhas,
e algumas vão morar
nos canteiros...
das meninas,
outras, na fogueira
junto às folhas,
e algumas vão morar
nos canteiros...
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 31 de março de 2026 20:56
- Categoria: Natureza
- Visualizações: 1
- Em coleções: Naruteza, Urbano.

Online)
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