Desejo - Logo Existo

Danyel Wolf

Da raiz, o primeiro fruto, de todo mal

Primogênito, da manhã, do saber

Maior que o meio-dia, o entardecer

Da estrelada noite, brilho sazonal,

Tanta herança, mas quem sou, afinal?

 

Não quem sabe, não quem sente, quem é,

Glamour orgulho, sem resguardo, sem fé,

Ele deveria saber, ela sente demais, resta-me ser

Desejo, movimento, o consumo, do impuro

Dou-lhe razão, satisfação, no efêmero branco.

 

Sem extensão, quanto engano, não é presunção,

Ao me olhar, tudo o que veem, é o que lhes faltam,

E incomoda, não ser o que deveria, por toda uma vida

De perfeição, o afeto, desilusão, do que não existe,

Culpa, se não te ajuda, deixe comigo, como o chefe. 

  • Autor: Danyel Wolf (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de março de 2026 18:16
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1
  • Usuários favoritos deste poema: Danyel Wolf


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.