Canto das Almas

Sinvaldo de Souza Gino

Canto das Almas

Na serra do Labari alta,
Silêncio se estende profundo;
Canto das Almas ecoa lento,
Sons nos galhos, vento suspira.

Movimentos de sombra e luz,
Lua reflete, alma se abre;
Dor das almas se faz sentir,
Saudade de outrora lateja.

No alto da serra, o vento geme,
Canto das Almas se repete;
Chamado à reflexão profunda,
Memória da alma se desperta.

Almas que vagam, sombras são,
Buscando paz, amor e lar;
Canto das Almas é lamento,
Eco de vidas que se vão.

Vento que geme, árvores que choram,
Sons da noite, segredos contam;
Almas que sofrem, almas que amam,
Canto das Almas é o seu clamor.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de março de 2026 06:03
  • Categoria: Fantástico
  • Visualizações: 7
Comentários +

Comentários1

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Muito lindo, as almas realmente choram ao meio a escuridão. Bom dia poeta.

    • Sinvaldo de Souza Gino

      Obrigado pela leitura do meu poema! Nessa serra tive o prazer de subí-la por 3 vezes, muito alta e acidentada, a noite geralmente um som constante é marcado por gemidos suaves, grusnado, choro, e sempre acompanhado com um veto frio, outro perigo é que lá também tem onça vermelha e pintada, é comum encontrá-la andando na mata do cerrado!



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