Sinvaldo de Souza Gino

Canto das Almas

Canto das Almas

Na serra do Labari alta,
Silêncio se estende profundo;
Canto das Almas ecoa lento,
Sons nos galhos, vento suspira.

Movimentos de sombra e luz,
Lua reflete, alma se abre;
Dor das almas se faz sentir,
Saudade de outrora lateja.

No alto da serra, o vento geme,
Canto das Almas se repete;
Chamado à reflexão profunda,
Memória da alma se desperta.

Almas que vagam, sombras são,
Buscando paz, amor e lar;
Canto das Almas é lamento,
Eco de vidas que se vão.

Vento que geme, árvores que choram,
Sons da noite, segredos contam;
Almas que sofrem, almas que amam,
Canto das Almas é o seu clamor.