Há um silêncio que veste o teu corpo
como se a noite tivesse aprendido a tocar.
Não é pele —
é um poema que respira devagar,
curva por curva,
segredo por segredo.
Teu contorno não pede permissão,
ele acontece —
como a lua quando invade o escuro
sem precisar ser chamada.
Há uma força suave em ti,
daquelas que não gritam,
mas fazem o mundo inclinar-se um pouco
só para olhar melhor.
Teus gestos falam baixo,
mas dizem tudo:
a coragem de existir sem tradução,
a beleza de não caber em definição nenhuma.
E ali,
no encontro entre sombra e luz,
tu não és apenas vista —
és sentida.
Como um verso que ninguém ousou escrever,
como um desejo que o tempo não apaga,
como um instante
que não se repete.
Tu és o que fica
quando o olhar se cala
e o coração entende.
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Autor:
Stiviandra Lume 🥺 (
Offline) - Publicado: 29 de março de 2026 11:15
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Stiviandra Lume 🥺, Arthur Santos
- Em coleções: Os poemas de Lume.

Offline)
Comentários1
Gosto da forma como as palavras criam imagens poéticas.
Sério?
Obrigada
Sim sério, escreves muito bem.
Muito obrigada ?
Muito obrigada ?
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