Não importa como a vida esteja indo.
É sempre numa terça-feira qualquer
quando ela chega sem avisar.
E antes mesmo de entrar
eu já sinto a sua presença.
Ela entra sem pedir,
sem querer saber como estou.
De maneira inconveniente,
muda meus planos conforme quer.
E eu, sem relutar, aceito.
Mesmo estando bem,
mesmo sem motivos aparente
ela vêm e faz morada.
Não é uma inquilina da minha mente,
mas é uma velha amiga que
sempre aparece.
O problema é que,
quase sempre,
ela se torna indigesta,
incomoda.
Transforma o dia ensolarado
com essas nuvens cinzas que a seguem.
Faz o silêncio barulhento.
Os segundos parecem horas.
E transforma a solitude
em uma dura solidão.
Mas sua estadia sempre tem prazo.
As vezes dias.
Outras vezes semanas.
De qualquer forma,
ela se vai da mesma forma que chega.
Quando eu menos espero
ela recolhe suas coisas e parte.
Nunca diz o porquê,
de vir ou de partir.
Ainda assim, nunca é um adeus.
Está mais para um:
até logo, tristeza.
-
Autor:
Aspirante à Cronista (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de março de 2026 19:24
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.