Soluços do Tempo

Maria dorta

Tempo passando, voando como passarinho.

Tempo fugaz: passa hora,dia,o mês inteirinho.

O dia se dissolve em tarde e noite..

E a vida se alongando em cada  pernoite.

O tempo vai_ me ceifando os anos e anseios.

E pintando de branco meus cabelos.

Com os cabelos somem ,também, os planos.

Ter grandes esperanças faz crescer os danos.

Assim,meus dias encurtando vão em abandono.

Como é de se esperar nesse mundo sem dono

Qualquer grande esperança é mais um engano!

Maria Dorta

24_3_2026

  • Autor: Maria dorta (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de março de 2026 15:40
  • Comentário do autor sobre o poema: Só para não perder o hábito.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 44
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Arthur Santos
Comentários +

Comentários5

  • Rosangela Rodrigues de Oliveira

    Lindo seu poema, sempre amo. Boa tarde.

    • Maria dorta

      Gratidão pela leitura e gentil observação. Sua opinião é muito apreciada por mim.

    • Arthur Santos

      Cara poetisa, pode ser um engano mas temos de manter viva a chama da esperança!
      Belo poema.

    • joaquim cesario de mello

      Além de ser um poema bem ritmado e de metragem construída, aborda um dos principais temas humanos que a senciência da presença a passagem do tempo. Ou, como diz Fernando Pessoa (através do seu heterônimo Rocardo Reis), "tão cedo passa tudo quanto passa!"

    • Vilma Oliveira

      Olá poetisa! Boa noite! A autora utiliza metáforas clássicas, como o passarinho (velocidade) e o ato de ceifar(morte/destruição), para mostrar que o tempo não apenas passa, mas consome a vitalidade e os desejos do eu lírico. O embranquecimento dos cabelos não é visto como sinal de sabedoria, mas como uma perda de horizontes. Há uma correlação direta: conforme o corpo envelhece, os planos e as esperanças somem. O poema traz um conselho amargo: ter esperança causa danos. Para o eu lírico, a frustração é proporcional ao tamanho do sonho, por isso o abandono e o ceticismo surgem como uma forma (ainda que triste) de autodefesa. A expressão: mundo sem dono, reforça a ideia de falta de propósito ou proteção divina/superior. O ser humano está à mercê de um relógio que não para e de uma realidade que não oferece consolo. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético!

    • LEIDE FREITAS

      Cara poeta Dorta tenho experiênciado esses soluços do tempo, mas vou tecendo esperanças pelo caminho e aproveitando o tempo-espaço o máximo possível.

      É sempre um prazer ler-te.
      Boa Noite! Um abraço!



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