Entre o Amargo e o Que Ainda Sou

Stiviandra Lume 🥺

 

 

Nesta xícara

o mundo não cabe inteiro —

mas cabe o instante

em que eu respiro mais devagar.

 

O café repousa

como um segredo quente

que ninguém ousou dizer em voz alta.

Ele não grita…

ele permanece.

 

Há um leve tremor na superfície,

como se guardasse memórias

de mãos que já aqueceram outras manhãs,

de olhos cansados

que ainda assim escolheram continuar.

 

Eu aproximo os lábios

e não bebo apenas café —

bebo coragem líquida,

um tipo raro de amor

que não pede para ser entendido.

 

E ali,

entre o amargo e o doce quase escondido,

descubro algo só meu:

 

que mesmo nos dias mais silenciosos,

sou eu

quem me aquece por dentro.

 

— Stiviandra Lume

  • Autor: Stiviandra Lume 🥺 (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de março de 2026 15:23
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 15
Comentários +

Comentários1

  • Maria dorta

    Belo e significativo poema. Aplausos!



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