Corpo cansado
marcado
estremecido
a memória já não guarda —
reescreve
verdade instável
um silêncio
que pergunta
e não aprende
a responder
sim: erro
tenho muitas dúvidas
esqueço
do outro lado,
o mundo —
máquinas exatas
cálculos sem desvio
respostas prontas
mas o que nos sustenta
não é a chegada —
é o que falta no caminho
no mapa entre os dedos
uma linha pontilhada
por onde ainda escapa
o gesto
a pausa
um resto de cuidado
e seguimos
tentando segurar
com mãos imperfeitas
ainda cheirando a café
o que insiste
em evaporar.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 24 de março de 2026 14:06
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Um lindo poema. Adorei.
Boa noite, poeta Oswaldo !
Gratidão pelo carinho e pela leitura, poeta! Uma tarde de luz e paz. Abraços poéticos!
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