Corpo cansado
marcado
estremecido
a memória já não guarda —
reescreve
verdade instável
um silêncio
que pergunta
e não aprende
a responder
falho:
hesito
esqueço
do outro lado,
o mundo —
máquinas exatas
(e nós tentando acertar o suficiente)
cálculos sem desvio
respostas prontas
mas o que nos sustenta
não é a chegada —
é o que falta no caminho
no mapa entre os dedos
essa linha falha
por onde ainda escapa
o gesto
a pausa
um resto de cuidado
e seguimos
tentando segurar
com mãos imperfeitas
ainda cheirando a café
o que insiste
em evaporar.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 24 de março de 2026 14:06
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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