marta

Poupe-me

Poupe-me

 

Das inconveniências impostas,

Das inconstâncias reprimidas,

Das horas vazias,

Das turbulentas noites inebriantes,

Das vozes tristes.

 

Me mantenha distante,

Dos raios que perfuram o coração já sangrando,

Me cubra com algo incorruptível, impenetrável,

Me dê o que não me mate por dentro.

 

Não tenho escudo,

Não tenho armadura,

Não tenho armas potentes,

Sou um soldado ferido.

 

Faça o que puder pra não me machucar,sou uma criança vulnerável,

Faça o que puder... Eu sou um átomo perdido num infinito.

 

Apenas um pedido,

Apenas uma parcela de cuidado...

Esse espaço já foi muito observado e invadido sem prévio aviso,deixando marcas irreversíveis.

 

Só um pouco de cuidado...

Só um pedido.



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