Gosto de folhear os livros
E ver as letras todas ali agrupadas
Só esperando serem lidas
Um escritor passa anos reunindo palavras
Um escritor é um homem rico
Faz das letras, palavras
Das palavras, frases
Das frases, textos
Um escritor é um Frankenstein
Cria criaturas e mundos distópicos
Faz a gente chorar
Faz a gente pensar
Faz a gente ficar maravilhada
Um dia me apaixonei por uma moça que lia
Passamos horas naquela livraria
entres psicopatas e heróis
Fiz de Eyres e Blontës
Nossos travesseiros
Dormimos, sonhamos
Voamos, amamos
E acordamos
mil páginas depois.
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Autor:
Shmuel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 23:02
- Comentário do autor sobre o poema: Esta semana pensando nos grandes escritores: Saramago, As irmãs Blont?s, Jorge Luiz Borges, Machado, Jane Eyre, Gabriel Garcia, Lispector. Então me veio essa poesia que se chama Mil páginas.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 275
- Usuários favoritos deste poema: CORASSIS, Vilma Oliveira, LEIDE FREITAS, Paulo Fonda, LAURINDA CAMUNDUNGO, Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon, Josi Moreira

Offline)
Comentários8
Nada mais apropriado!
Mil páginas, milhões de palavras,
Milhões de sonhos!
Aplausos, poeta!
Grande abraço.
Que bom ler esse comentário tão estimulador. Uma honra ter a nobre poeta em minha página.
Abraços!
Oi meu irmão, ler teus escritos é uma grande honra e privilégio!
Forte abraço.
Corassis, como eu admiro a tua amizade! Saudades do amigo.
Um forte abraço!
Olá poeta! Boa noite! O texto redefine o conceito de riqueza. Ser rico aqui não é ter dinheiro, mas ter o poder de arquitetar o mundo a partir do nada (letras que viram palavras, que viram frases). O autor não apenas escreve; ele dá vida a algo que estava morto (papel e tinta) e cria criaturas que têm o poder de agir sobre o leitor (fazer chorar, pensar, maravilhar). A segunda parte do poema humaniza a leitura. O livro deixa de ser um objeto solitário e se torna o cenário de um romance. A livraria é um espaço de refúgio onde o casal convive com psicopatas e heróis. Usar (Eyres e Brontës) como travesseiro, sugere que a literatura clássica não é algo rígido ou distante, mas sim um lugar de conforto e sonho. O desfecho: acordamos mil páginas depois, resume perfeitamente a experiência da leitura imersiva: o tempo cronológico para, e a vida é medida pela intensidade da história vivida. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético!
Você é maravilhosa na sua leitura e interpretação dos meus textos poéticos. Fico sem palavras para devolver tamanho empenho.
Abraços!
Um poema bem feito e muito bonito inspirado em escritores clássicos do século XIX. Fiquei encantada.
Obrigada por esse poema maravilhoso.
Boa noite, caro poeta Shmuel!
Olá, meu amigo. Fico encantado com cada poema publicado por você!
Abraços!!
Obrigado pelo feedback back, nobre poeta!
Abraços e excelente semana!
mil paginas e muitas palavras, sabio poeta.
Obrigado querido poeta! Feliz por te-lo por aqui.
Abraços
Me lembrei de "As Mil e Uma Noites", belo poema, um abraço Poeta!
Às vezes, o inconsciente nos remete a essas lembranças. Obrigado por comentar e uma excelente semana, poeta!
Abraços
Que poesia incrível! Linda, linda!!!!
Caro poeta Shmuel, você conseguiu capturar a magia quase física de folhear um livro e a transformar em algo romântico e profundo.
A metáfora do escritor como um Frankenstein que dá vida a criaturas é brilhante, e o final sobre acordar 'mil páginas depois' é simplesmente apaixonante. É um poema que faz a gente querer correr para uma livraria agora mesmo. Parabéns pela sensibilidade!
Obrigada por partilhar conosco essa belíssima arte.
Muito bom! Adorei o comentário!
Abraços
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